e começo aqui... (2014) é uma leitura que produz música do primeiro trecho do livro Galáxias de Haroldo de Campos. 








Música das Palavras (2014)para flautas eletroacústicas, tem como pano de fundo trechos do livro A Morte de Virgílio de Hermann Broch. Composição coletiva dos flautistas Marina Cyrino e Felipe Amorim.























Almas é inspirada na tradição da Encomendação de Almas, através da qual se reza pelas almas perdidas no mundo. As pessoas saem em procissão com um pano branco sobre a cabeça, rosário nas mãos, carregando o berra-boi (um cordão com peso na ponta que é girado rápido provocando um zumbido) e a matraca. O grupo caminha pelas ruas das cidades no período da Quaresma, entre onze horas e meia-noite, auxiliando as almas perdidas no mundo a ascenderem ao céu. Por onde passa a procissão, pessoas dentro de suas casas gritam os nomes dos falecidos, sempre com janelas fechadas, para que também suas almas não sejam levadas. Não se pode olhar o cortejo e principalmente seu fim, pois poderia ser mortal o assombro que provocaria ao se ver tantas almas juntas.














Máquina 1e29b


Máquina 1e29b possui uma estrutura ritmica criada a partir do aderejá, uma das danças da tradição do candomblé. O ritmo é tocado pela máquina de escrever e "ouvido" pelo computador, que transforma os sons recebidos. O resultado é um instrumento com grande capacidade tímbrica e polifônica.




















Conferência I













Conferência
utiliza extratos do texto Conferência na Juilliard do livro Silence de John Cage. A narrativa vocal sofre um processo de filtragem em tempo real, de forma que as resultantes sonoras formem acordes, criando uma harmonia para o leitor solista.









  



Towdah (2009)
João Pedro Oliveira
Oficina Música Viva











                                               













Improviso de Osvaldo Lacerda (1974)



























D. Letícia ou a Parede da Última Casa - Ritornello II
Sílvio Ferraz
Oficina Música Viva
























A Escada Estreita (1999)João Pedro Oliveira

Na mão de Deus, na sua mão direita, 
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.

Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despojo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.

Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva no colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,

Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente! 

                            Antero Quental














                    Syrinx
 - Claude Debussy